E se for só sexual ?
Ó Poeta intelectual
Ó Poeta intelectual
E não culpa virtual
de um sonho virginal
de um sonho virginal
Que farás tu afinal
da tua agonia terminal ?
da tua agonia terminal ?
E se o seu olhar te atravessar
e seu cabelo se soltar ?
e seu cabelo se soltar ?
Que farás (tu) então ?
á tua angústia sem razão ?
á tua angústia sem razão ?
E se o seu torso se insinuar
se aquela axila te interpelar
se aquela axila te interpelar
Que farás das tuas frase ecléticas
(ou com as tuas rimas patéticas)
(ou com as tuas rimas patéticas)
Se aquela blusa se rasgar
e se aquele seio te ousar ?
e se aquele seio te ousar ?
Que dirás tu com os teus poemas credíveis
(e seus versos sofríveis)
(e seus versos sofríveis)
Quando a sua perna se cruzar
(ou então se descruzar)
(ou então se descruzar)
Mais que um olhar de desdém
não encontrarás tu também
não encontrarás tu também
Palavras até para o desejo
ou mesmo rimas para o ensejo ?
ou mesmo rimas para o ensejo ?
Não se humedeçerão também tuas palavras
ou se entesarão de vez as tuas quadras ?
ou se entesarão de vez as tuas quadras ?
E se for só sexual ?
Ó poeta marginal
Ó poeta marginal
E não culpa transversal
do pecado original
do pecado original
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