sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

E se for só sexual ?

E se for só sexual ?
Ó Poeta intelectual

E não culpa virtual
de um sonho virginal

Que farás tu afinal
da tua agonia terminal ?

E se o seu olhar te atravessar
e seu cabelo se soltar ?

Que farás (tu) então ?
á tua angústia sem razão ?

E se o seu torso se insinuar
se aquela axila te interpelar

Que farás das tuas frase ecléticas
(ou com as tuas rimas patéticas)

Se aquela blusa se rasgar
e se aquele seio te ousar ?

Que dirás tu com os teus poemas credíveis
(e seus versos sofríveis)

Quando a sua perna se cruzar
(ou então se descruzar)

Mais que um olhar de desdém
não encontrarás tu também

Palavras até para o desejo
ou mesmo rimas para o ensejo ?

Não se humedeçerão também tuas palavras
ou se entesarão de vez as tuas quadras ?

E se for só sexual ?
Ó poeta marginal

E não culpa transversal
do pecado original

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